Um país onde o passado convive com o futuro.
A cultura japonesa foi moldada por séculos de relativo isolamento e por influências vindas da China e da Coreia, que o país reinterpretou à sua maneira. Dali saíram formas próprias de cultuar, de comer, de construir e de se relacionar, marcadas pelo respeito e pela atenção aos detalhes.
Hoje, festivais antigos, cerimônias de chá e templos convivem com trens-bala, cidades luminosas e uma cultura pop que conquistou o mundo.
Santuários e templos em cada canto.
O xintoísmo, religião nativa do Japão, cultua os kami, espíritos presentes na natureza, em montanhas, árvores e rios. Seus santuários são reconhecidos pelo portal vermelho chamado torii.
O budismo chegou à ilha pela Ásia continental, há mais de mil anos, e convive com o xintoísmo. Muitos japoneses participam de rituais das duas tradições, e é comum visitar um santuário no Ano-Novo.
Guerreiros, honra e castelos.
Os samurais foram a classe guerreira do Japão por séculos, a serviço dos senhores feudais (daimyo). Seu código de conduta, o bushido, valorizava a lealdade, a disciplina e a honra.
A era dos samurais terminou com a Restauração Meiji, em 1868, mas castelos como o de Himeji e Matsumoto seguem de pé e contam essa história.
Noh, kabuki e bunraku.
O teatro noh, com máscaras e movimentos lentos, surgiu no século XIV. O kabuki, mais colorido e popular, nasceu no período Edo, no início do século XVII, e o bunraku usa grandes bonecos manipulados à vista do público.
Em Tóquio e em Kyoto é possível assistir a apresentações, muitas vezes com guias de legendas em outros idiomas.
A arte de servir uma xícara de chá.
A cerimônia do chá (chanoyu) é uma prática refinada, em que cada gesto, do preparo do matcha ao modo de segurar a tigela, tem um significado. Ela valoriza a calma, a harmonia e o respeito.
Outras artes tradicionais incluem a caligrafia (shodo), o arranjo de flores (ikebana), o origami e o haicai, poema curto de três versos.
Da arena de sumô ao tatame.
O sumô é o esporte nacional e tem raízes em rituais xintoístas. Os grandes torneios acontecem seis vezes por ano, em Tóquio, Osaka, Nagoia e Fukuoka.
O judô foi criado por Jigoro Kano, em 1882, e se tornou esporte olímpico em Tóquio, em 1964. O karatê, o kendô e o aikidô também são muito praticados.
Histórias em quadrinhos que conquistaram o planeta.
O mangá (histórias em quadrinhos) e o anime (animações) são parte central da cultura pop japonesa. Osamu Tezuka, criador de Astro Boy, é chamado de “deus do mangá”.
Bairros como Akihabara, em Tóquio, e museus como o Studio Ghibli, em Mitaka, atraem fãs do mundo todo.
Hanami, matsuri e as quatro estações.
A chegada das cerejeiras em flor, entre o fim de março e abril, é celebrada com o hanami, piquenique debaixo das árvores. No outono, as folhas vermelhas (momiji) atraem multidões aos parques e templos.
Os festivais (matsuri) animam o ano todo, com procissões, barracas de comida e fogos de artifício. Um dos mais famosos é o Gion Matsuri, realizado em julho em Kyoto.
Você já fala um pouco de japonês.
Muitas palavras do português têm origem japonesa.
- tsunami · onda de porto
- caraoquê · orquestra vazia
- origami · dobrar papel
- quimono · kimono
- tatame · tatami
- haicai · haikai